Por que São Paulo?

História

São Paulo, assim como o Brasil, é marcada pela mistura de diferentes povos, que somaram suas heranças para hoje formar a identidade do povo paulistano. Atualmente, são mais de 70 países que deixaram sua marca na arquitetura, culinária, esportes e em muitos outros aspectos da cidade.

A cultura foi marcada pela música clássica com os alemães, que chegaram a São Paulo – mais especificamente a Santo Amaro – em 1827. A ópera e o canto lírico foram trazidos pelos italianos, que vieram para o Brasil na década de 1870, principalmente para o sul e sudeste do país. Ainda da Itália veio a influência nas artes plásticas, com Alfredo Volpi e Victor Brecheret, que contribuíram para o movimento modernista. Essa mistura foi responsável por elevar São Paulo à categoria que está hoje, de capital cultural da América Latina.

Foto antiga em preto e branco. Victor Brecheret sentado no ateliê, de camisa clara e boina escura, olha para a direita na direção da escultura de um grande cavalo. Segura nas mãos a planta com o esboço da obra.

Victor Brecheret em seu ateliê na década de 50. Foto: Acervo Fundação Escultor Victor Brecheret.

No comércio, os alemães e franceses, que tiveram o início de sua imigração na década de 1880, importavam tecidos e eram padeiros, confeiteiros e curtidores de couro. Os alemães também eram os principais responsáveis pela produção de papel e cerveja. Os árabes, que iniciaram sua imigração entre o fim do século XIX e início do século XX, trabalhavam como mascates e vendiam chapéus, roupas, relógios, tecidos, joias e outros produtos nas regiões de comércio popular, como a 25 de Março. Até hoje permanecem com comércios semelhantes pela região.

À esquerda, fachada de prédio com elementos arquitetônicos japoneses; várias pessoas caminhando em uma calçada acessível, com diversos postes vermelhos de iluminação, que possuem 3 luminárias brancas no formato de lanternas japonesas. Ao centro, rua transformada em calçadão. À direita, diversas barracas coloridas de flores e artesanato. Ao fundo, vários prédios e algumas árvores.

Praça da Liberdade. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Já os judeus, que vendiam roupas e tecidos de alta qualidade, tiveram seu movimento migratório entre o início do século XIX e a primeira metade do século XX. Em São Paulo, fixaram suas residências na região de Higienópolis, onde residiam os principais consumidores de seus produtos, os barões do café. Hoje, o bairro ainda tem alta concentração de judeus e descendentes. Os japoneses, que chegaram a São Paulo no início do século XX, começaram a trabalhar como barbeiros, sapateiros, lavadeiras, diaristas, além de fazerem produtos artesanais. Fixaram-se na região central, nos bairros da Liberdade e Glicério.

Na área esportiva, alguns dos principais clubes da cidade foram fundados por imigrantes árabes, como os libaneses (que fundaram o Monte Líbano e o Clube Homs) e os sírios, (que criaram o Esporte Clube Sírio).

O Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), o Espéria e o Juventus, foram fundados por italianos e o Pinheiros, por alemães. Os portugueses montaram a Associação Portuguesa de Desportos e os judeus criaram A Hebraica e o Círculo Macabi.

Na culinária, muitos ingredientes corriqueiros da culinária paulista tiveram origem no sudeste da Ásia, como o arroz, laranja e berinjela, entre outros, todos trazidos na bagagem dos colonizadores portugueses e espanhóis. Outras comidas, como as massas e pizzas, vieram da Itália e se tornaram especialidade na mesa dos paulistanos. Devido às influências de várias culinárias, a cidade de São Paulo hoje é considerada uma das capitais gastronômicas do mundo.

Hoje, São Paulo se tornou exemplo de hospitalidade para outras cidades brasileiras e de outras partes do mundo. Diferentes culturas, hábitos, religiões e tradições foram trazidos com os primeiros imigrantes e se incorporaram à vida do povo nascido aqui, que convive harmoniosamente com aqueles que escolheram São Paulo para chamar de lar.

No processo de instalação em terras brasileiras, Portugal teve que superar diversos empecilhos na formação de regiões economicamente produtivas. Para isso, contou com a iniciativa de representantes de seu projeto, de índios que auxiliavam no reconhecimento do território e da própria Igreja Católica, que participou ativamente no desenvolvimento dos primeiros centros de colonização.

Bandeirantes

Monumento grandioso, todo esculpido em pedra cor beje. Sobre uma larga e alta base de grandes blocos da mesma pedra, da esquerda para a direita, 2 homens montados sobre 2 cavalos em posição de galope. Atrás, fila com vários homens em pares puxam cordas presas a um grande barco. Alguns homens puxam o barco pela parte da frente, outros empurram na parte de trás. Ao fundo: Acima, céu muito azul sem nuvens; abaixo copa de algumas árvores.

Monumento às Bandeiras. Foto: José Cordeiro/SPTuris.

Os bandeirantes foram os homens que, no início do processo de colonização, foram usados pelos portugueses com o objetivo de lutar contra indígenas rebeldes e escravos fugitivos. Eles saíam de São Paulo e São Vicente e dirigiam-se para o interior do Brasil, utilizando o Rio Tietê como um dos principais meios de acesso. O nome com o qual ficaram conhecidos é devido ao nome dado a essas expedições – Entradas ou Bandeiras.
Jesuítas

Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, com a missão de evangelizar os indígenas e de educar e confortar espiritualmente os colonos e cristãos europeus que deram início ao processo de colonização do Brasil. Deve-se aos jesuítas a fundação de importantes vilas e cidades, em torno das missões – práticas religiosas que tem como objetivo fundamental a propagação do Cristianismo entre povos não-Cristãos.

Em 25 de janeiro de 1554, eles, liderados por José de Anchieta, realizaram uma celebração eucarística de inauguração do colégio dos jesuítas, no espaço que depois se tornaria conhecido como Pateo do Collegio. Assim era fundada a cidade de São Paulo. Hoje, o Pateo do Collegio é um complexo histórico-cultural-religioso, pertencente à Companhia de Jesus, e tem se tornado uma referência na preservação da memória histórica acerca das origens da cidade de São Paulo.

Fachada toda branca, com telhados marrom-avermelhados. À esquerda, edificação bastante larga com 2 pisos; o inferior possui 2 portas azul-marinho com pequenas janelas; No piso superior, 9 janelões com borda azul-marinho. No centro, torre com 4 pisos; no térreo, pequena janela com borda azul-marinho; no primeiro piso, um janelão com borda cinza; no segundo, pequena janela redonda; no terceiro e último, campanário com duas grandes aberturas de cada lado; acima, telhado pontiagudo com elementos arquitetônicos nas pontas e um cata-vento no topo. À direita, capela com 3 pisos; no térreo, grande porta em madeira; no primeiro, 3 janelões com borda cinza; no último, pequena janela redonda e uma cruz no topo do telhado. Acima e ao fundo, céu muito azul sem nuvens.

Pateo do Collegio. Foto: José Cordeiro/SPTuris.

A produção cafeeira está diretamente ligada ao desenvolvimento da cidade de São Paulo. O grão chegou ao Brasil no século XVIII, trazido da Guiana Francesa. Depois de passar pelo norte do país, sendo Belém o primeiro local, o cultivo do café chegou às regiões sudeste e sul do país. Com condições climáticas favoráveis, o “ouro negro” encontrou condições propícias no oeste do território paulista: terra roxa, comunicação e fácil escoamento pelo Porto de Santos. Foi em 1817 que a capital teve a primeira fazenda cafeeira, no vale do Rio Paraíba do Sul.

Durante os séculos XIX e XX, o café foi a principal base econômica da capital e do Brasil. A produção cafeeira trouxe um cenário favorável para investir na construção de portos, ferrovias e em atividades ligadas à indústria e ao desenvolvimento do comércio interno.

Foto antiga em preto e branco. Vários trabalhadores, homens e mulheres em frente a vários pés de café. À esquerda, destaca-se um trabalhador sobre uma escada rústica apoiada em um pé de café.

Ciclo do café (Coffee Cycle).

O ‘Ciclo do Café’ contava com a mão de obra escrava oriunda do tráfico negreiro da África. Com a assinatura da Lei Eusébio de Queirós de 1850, que colocava fim ao tráfico negreiro no Brasil, os latifundiários começaram a empregar imigrantes. Ainda na década de 1850, os fazendeiros empregaram imigrantes da Alemanha e da Suíça. Depois, ocorreu uma intensa migração italiana, decorrente dos conflitos da unificação do país que se concretizou em 1870.

Mas foi em 1880 que o processo migratório se intensificou. Isso porque o governo de São Paulo começou a pagar as despesas da imigração e a investir na construção da Hospedaria do Imigrante, que foi inaugurada em 1885, no bairro do Brás. Assim, até o século XX, São Paulo empregou mão de obra imigrante da Europa e do Japão.

Os produtores do grão reuniam grande quantidade de capital e investiam na própria produção cafeeira, na vinda de espetáculos para o Brasil e na construção de majestosas casas. Os barões do café, como eram chamados, passaram a construir suas casas na cidade, entre a propriedade rural e o porto de Santos, destacando-se as localizadas na Avenida Paulista. A arquitetura se inspirava principalmente na França, e também em outros países europeus. Aos poucos, obras como a do Viaduto do Chá, em 1892, e da Estação da Luz, em 1902, interligavam os pontos da capital.

Foto antiga, aérea, em preto e branco. Mostra toda a avenida em diagonal, toda margeada por diversas árvores e vários casarões em ambos os lados. Ao fundo, vista da cidade quase sem nenhuma construção.

Avenida Paulista em 1905. Foto: Prefeitura de São Paulo.

Tamanho foi o enriquecimento dos cafeicultores paulistas que eles chegaram ao poder na república oligárquica, conhecida como a República do Café com Leite, em que São Paulo alternava o posto com Minas Gerais.

A crise na produção veio em 1929, com a queda da Bolsa de Nova Iorque, mas o Brasil se recuperou e até hoje é considerado o maior produtor mundial.

Manifestações de junho de 2013

Foto noturna. Uma grande multidão de pessoas na rua, segurando uma faixa preta bem larga escrita em letras brancas com a frase “SE A TARIFA NÃO BAIXAR A CIDADE VAI PARAR”.

Manifestações de junho de 2013.

Junho de 2013 foi um período atípico para a cidade de São Paulo, que desde 1984 não recebia multidões nas ruas. A pauta dos protestos começou com a reivindicação pelo não aumento das tarifas de ônibus, que mudariam de R$3 para R$3,20. Depois, assuntos como corrupção, Copa do Mundo no Brasil, saúde e educação de qualidade estavam entre os gritos de guerra dos manifestantes. Organizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), as passeatas tiveram um caráter juvenil e apartidário.

Vale ressaltar também a importância das redes sociais na organização dos movimentos. Diante da pressão popular, o governo recuou e a tarifa permaneceu aos R$3.

Diretas Já na Praça da Sé
A população brasileira vivia sob o regime militar desde 1964 e no ano de 1984 aconteceriam eleições indiretas para eleger um novo representante. Entretanto, a população aclamava por eleições diretas, que só haveria de acontecer através da aprovação da emenda constitucional proposta pelo deputado Dante de Oliveira.

Foto em preto e branco. Uma grande multidão de pessoas caminha pela rua, segurando no alto uma faixa branca bem larga escrita com letras preta a frase “Amanhã vai ser outro dia!”

Diretas Já. Foto: Alfredo Rizutti /Estadão Conteúdo.

Mais de um milhão de pessoas abraçaram a causa e ocuparam as ruas da Praça da Sé, no dia 16 de abril de 1984, em um movimento que ficou conhecido como “Diretas Já”.
No entanto, no dia 15 de abril, a emenda não foi aprovada e, no dia 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito por eleições indiretas. Por causa de uma doença que lhe acometera, Neves morreu antes de assumir o posto, que ficou para seu vice José Sarney. Em 1989, com a nova constituição de 1988 a população venceu: foram realizadas as primeiras eleições diretas depois de duas décadas de Ditadura Militar.

Revolução Constitucionalista de 1932

Foto em preto e branco. No 1º plano, 4 soldados agachados segurando rifles em uma das mãos. Entre eles, uma metralhadora apoiada em um tripé. Atrás, 7 soldados em pé carregam rifles nas costas. Todos estão sobre os trilhos de um trem. Ao fundo, à esquerda, vagões de trem e a direita, mais ao longe, uma locomotiva.

Revolução de 1932

A Revolução de 1932 foi uma consequência direta do contexto político de 1930. Na época, estava vigente a República Oligárquica, caracterizada pela alternância de poder entre os paulistas e mineiros, que formavam o setor elitista do país (São Paulo por causa da produção do café e Minas Gerais pela criação de gado e produção de leite). Entretanto, na vez de Júlio Prestes assumir o posto, um Golpe de Estado garantiu espaço ao mineiro Getúlio Vargas, que atuou de forma autoritária. Seu governo foi marcado pela promessa de elaborar uma constituição e promover eleições diretas para presidente.

O não cumprimento destas medidas fez com que a partir de maio de 1932 multidões tomassem as ruas de São Paulo. Entre as pautas das reivindicações também estava a saída do interventor pernambucano João Alberto para nomear um interventor paulista.

Neste cenário de manifestações, aconteceu uma forte repressão policial no dia 23 de maio que levou a morte de quatro estudantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo – MMDC, que passaram a ser símbolo deste movimento. As mortes levaram à mobilização popular e foram o estopim para que, partir do dia 9 de julho, começasse a Revolução Constitucionalista. O movimento durou até 4 de outubro de 1932 e foi marcado pela rendição dos paulistas.

Como homenagem as vítimas deste fato cívico, a cidade de São Paulo iniciou a construção do Obelisco dos Heróis em 1947, que foi inaugurado em 9 de julho de 1955, porém concluído em 1970. Localizado no Parque do Ibirapuera, o monumento guarda os restos mortais de alguns combatentes, inclusive do MMDC. Além disso, as ruas 23 de maio e 9 de julho fazem referência às datas marcantes deste movimento.

Tropicália

Foto em preto e branco. Um jovem caetano Veloso canta de braços abertos, tendo um microfone à sua frente.

Caetano Veloso no Festival da Record. Foto: Wilson Santos/CPDOC.

A cidade de São Paulo pode ser considerada uma das percussoras do movimento artístico cultural que questionava as contradições brasileiras, um país arcaico e moderno, e que durou de 1967 a meados de 1969. Foi na terceira edição do Festival de MPB da Record que o movimento despertou a atenção do público. Na ocasião Caetano Veloso cantou Alegria, Alegria tocando um dos símbolos do imperialismo americano, guitarras elétricas.
Primeira Bienal de Arte em São Paulo
No dia 20 de outubro de 1951, a Avenida Paulista recebia a abertura da Primeira Bienal Internacional de São Paulo, composta por 1.800 obras de 23 países, além da produção artística nacional. Considerada a primeira exposição de grande porte de arte moderna fora da Europa e dos Estados Unidos,  o evento teve por objetivo colocar a arte brasileira no cenário mundial e posicionar São Paulo como centro artístico internacional. Obras de Pablo Picasso, Alberto Giacometti e  René Magritte estiveram pela primeira vez no Brasil. A Bienal ocupou um Pavilhão do Parque Trianon, onde hoje está localizado o Masp. Organizada pelo Museu de Arte Moderna,  teve como mentor o italiano Francisco Matarazzo e foi inspirada na Bienal de Viena.

Foto em preto e branco. Fachada em cor clara de uma edificação de um piso. Na parede, no lado esquerdo, está escrito com grandes letras em alto relevo “1 BIENAL”.

1ª Bienal.

Semana de Arte Moderna
O Teatro Municipal de São Paulo foi palco da Semana de Arte Moderna, que aconteceu de 11 a 18 de fevereiro de 1922. O movimento artístico, que propunha mudanças na produção literária, também inovou no campo das artes plásticas, arquitetura e música. A semana aconteceu em um cenário de oposições: de um lado estavam os conservadores – em um contexto de República Oligárquica, a elite cafeeira não queria romper com os padrões estéticos europeus; e de outro, os mais radicais, que queriam romper com os mitos ufanistas. O lema da semana foi reunido no manifesto de Oswald de Andrade, “Pau Brasil”, publicado no Correio da Manhã. Entre os artistas participantes estavam Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Victor Brecheret, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Wilhem Haarberg, Guilherme de Almeida, , Vicente do Rego Monteiro, e Heitor Villa-Lobos.
Foto em preto e branco. Parte da página de um jornal, destacando a reportagem “Manifesto da Poesia Pau Brasil”.

1924 – Correio da Manhã

Rainha Elizabeth II

Em 1967, o já consolidado Museu de Arte de São Paulo (Masp) mudou de endereço. Foi instalado no coração da cidade, na famosa Avenida Paulista, em um edifício projetado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi. Foram 12 anos de espera entre projeto e construção, mas que valeram a pena com a visita ilustre da Rainha Elizabeth e seu marido, o príncipe Philip, da Inglaterra, que vieram para a inauguração do museu. A rainha se surpreendeu com um quadro do ex-ministro Winston Churchill, que Bardi, presidente do museu, afirmou ser exposto pela primeira vez na história.

Foto em preto e branco. Algumas pessoas caminhando em um salão. À frente, duas mulheres com vestidos sóbrios de cor clara e chapéu, estando a Rainha do lado esquerdo. Atrás, 4 homens vestem ternos escuros.

Rainha Elizabeth, ao lado de Bardi, presidente do Masp. Foto: Acervo Estadão.

Michael Jackson

O artista esteve pela primeira vez em São Paulo, em setembro de 1974, quando ainda tinha 16 anos. Na época, formava o grupo Jackson Five junto com seus irmãos e realizou dois shows no Anhembi. A segunda visita aconteceu em 1993, quando Michael se apresentou em dois shows no Estádio do Morumbi pela Dangerous World Tour.

Foto em preto e branco. Parte da página de um jornal, mostra um trecho da entrevista com o conjunto Jackson Five. Título escrito em grandes letras “O LUGAR DOS BEATLES AGORA É NOSSO”. No subtítulo, a frase “Os irmãos Jackson deram shows super quentes em São Paulo, Rio e Brasília. No palco, eles são uma possante máquina de som. Fora, são garotos simples, tranquilos e bem-humorados”. Aparece também uma foto do conjunto dançando e outra, em close, do cantor Michael Jackson cantando.

Entrevista para a Hit Pop.

Foto em preto e branco do Conjunto Jackson Five. No 1º plano, os 2 irmãos menores, um deles, Michael Jackson. Atrás, os 3 irmãos maiores, segurando guitarras.

Jackson Five. Foto: Arquivo SPTuris.

Fidel Castro

Em 18 de março de 1990, o presidente cubano Fidel Castro esteve em São Paulo para participar de encontros com empresários da Câmara de Comércio Brasil-Cuba e líderes religiosos católicos e protestantes, ambos no Palácio das Convenções do Anhembi.

Ele também participou das comemorações do primeiro aniversário do Memorial da América Latina, de reuniões com a prefeita Luiza Erundina e líderes políticos, e ainda do lançamento do livro “Religião e Democracia”.

Foto em preto e branco. Fidel Castro em pé e de lado, em frente a um microfone.

Fidel Castro. Foto: Museu dos Eventos Anhembi Parque.

Dalai Lama

Depois de ter sido condecorado como cidadão paulistano pela prefeita Luiza Erundina, em 1992, Dalai Lama fez mais duas visitas à capital paulista. Em 2006, realizou várias palestras e seminários, abordando temas religiosos, culturais e científicos, e retornou em 2011 para o seminário “Convivência Responsável e Solidária” que aconteceu no Pavilhão Oeste do Anhembi, no dia 17 de setembro.

Foto em preto e branco. No 1º plano, o Dalai Lama recebe o título de Cidadão Paulistano das mãos da Prefeita Luiza Erundina. Atrás, algumas pessoas aplaudem. No fundo, parede com um grande quadro contendo desenhos estilizados de índios em uma floresta.

Dalai Lama recebe o título de cidadão paulistano da prefeita Luiza Erundina. Foto: Agenda da Prefeita/ divulgação.

Visita do Papa Bento XVI

A cidade de São Paulo recebeu, entre os dias 9 e 13 de maio de 2007, a ilustre visita do Papa Bento XVI. O motivo da viagem foi a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que aconteceu em Aparecida do Norte (interior de São Paulo). Em São Paulo, o Papa ficou hospedado no Mosteiro de São Bento, realizou missa no Campo de Marte para mais de um milhão de fiéis, onde aconteceu a cerimônia de canonização do primeiro santo brasileiro, Frei Galvão. Também visitou o ex-Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva.

No 1º plano, vários homens caminhando. À direita, 2 cardeais. No centro, o Papa com suas vestes brancas ladeado por 2 homens de terno escuro. Atrás, a parte dianteira de um grande helicóptero.

Chegada do Papa ao Campo de Marte. Foto: Alexandre Diniz/SPTuris.

Anita Malfatti

Imagem mostra duas pinturas, ambas auto-retratos de Anita Malfatti. No da esquerda, em preto e branco, parecendo uma fotografia, ela está de lado, do peito para cima com o rosto virado para frente. No da direita, bem colorido, de traços mais rebuscados, ela está sentada em uma cadeira.

Anita Malfatti

Pintora, desenhista e professora, Anita Malfatti foi um dos grandes nomes da vanguarda modernista brasileira. Em 1922 participou da Semana de Arte Moderna, sempre questionando a situação atual e chocando com suas famosas obras, como “A Boba”. Em 1928 passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie e depois em sua casa. Nasceu na cidade de São Paulo, no dia 2 de dezembro de 1889.  Faleceu na mesma cidade, em 6 de novembro de 1964.

 

 Antônio Prata

Nascido em São Paulo, em 1977, o escritor e roteirista Antônio Prata abandonou sucessivamente os cursos de Filosofia (USP), Cinema (FAAP) e Ciências Sociais (PUC-SP). Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como roteirista de telenovelas. Também trabalhou para a Editora Abril, colaborando com textos para a revista Capricho por seis anos. Foi um dos 16 participantes do projeto Amores Expressos, passando um mês em Xangai para escrever um romance.

Atualmente é cronista d’O Estado de São Paulo e mantém um blog no site do jornal.Algumas de suas obras são: Adulterado, Pernas da tia Corália, Estive pensando, O inferno atrás da pia, Douglas e outras histórias, Merreca christmas e Meio intelectual, meio de esquerda.

Rapaz aparece do peito para cima, olhando para a direita. Barba rala, usa pequenos óculos, veste uma blusa verde sobre moleton cinza. Ao fundo, prateleira em madeira com alguns livros multicoloridos.

Antônio Prata. Foto: divulgação.

 

Cláudio Abramo

Foto em preto e branco. Homem de lado da cintura para cima, usando terno claro e gravata, sentado sobre uma poltrona preta, está usando uma máquina de escrever. À sua frente, mesa de trabalho com vários documentos e livros espalhados.

Jornalista Cláudio Abramo. Foto: divulgação.

 Cláudio Abramo nasceu em São Paulo, em 1923. Mesmo sem ter curso superior, Cláudio trabalhou como jornalista, passando pelo O Estado de S. Paulo e pela Folha de S. Paulo, sendo também diretor de diversos jornais. Em sua passagem pelos dois maiores jornais de São Paulo, foi responsável por mudanças de estilo, formatação e conteúdo. Era comunista por convicção, do segmento Trotskista, falava cinco idiomas e escrevia em português e inglês. Morreu aos 64 anos, em 1987.
 Criolo
Nasceu no bairro do Grajaú, zona Sul da cidade. No início da carreira, assinava com o pseudônimo de Criolo Doido, logo após o primeiro CD, passou a assinar apenas Criolo. Trabalhou como ator nos documentários “Profissão MC” e “Da luz às trevas”, no qual contracenou com Ney Matogrosso. Exaltando sempre sua origem do Grajaú, Criolo já lançou um curta-metragem de mais de nove minutos, projetando o bairro daqui a 30 anos.

Foto em preto e branco. Homem da cintura para cima usando óculos escuros, com os braços abertos, segurando um microfone em uma das mãos. Ao fundo, 2 refletores de luz branca iluminam um ambiente enfumaçado.

Rapper Criolo. Foto: Laís Aranha/ divulgação.

 Eduardo Coutinho
Homem idoso de cabelos e barba branca, apoia seu rosto sobre a mão esquerda. Usa óculos e uma malha preta. Ao fundo, parede branca com duas prateleiras com livros, troféus e vários outros objetos.

Cineasta Eduardo Coutinho. Foto: divulgação.

Eduardo Coutinho, um dos mais importantes nomes do documentário brasileiro, teve uma formação que passou pelo cinema, teatro e jornalismo, tendo inclusive cursado faculdade de direito em São Paulo. Seu trabalho é caracterizado pela profundidade e sensibilidade com que aborda problemas e aspirações da grande maioria marginalizada, seja em favelas, no sertão ou na boca do lixo.

Coutinho foi premiado três vezes no Festival de Gramado pelos filmes Santo Forte e Edifício Master, além de um Kikito de Cristal pelo conjunto da obra, e duas vezes pelo Festival de Brasília pelos filmes Santo Forte e Peões, sem contar o reconhecimento da crítica especializada como o maior documentarista brasileiro em atividade. Em 2013, ao completar 80 anos, Coutinho foi homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Coutinho morreu em 2014, esfaqueado por seu filho, Daniel Coutinho.

Francisco Cuoco
Nome consagrado da televisão brasileira, Francisco Cuoco nasceu na cidade de São Paulo, em 1933. Queria ser advogado, mas depois de entrar para a Escola de Arte Dramática de Alfredo Mesquita se encantou por este universo. Realizou trabalhos no teatro, na televisão e no cinema, em filmes como Traição, Gêmeas, Os Xeretas , Um anjo trapalhão, Didi – O caçador de tesouros, entre outros. Na televisão, estreou em 1965, quando foi protagonista da telenovela Renúncia, transmitida pela TV Record. Depois, Cuoco participou de outros trabalhos na televisão e em 1970, ingressou na Rede Globo, estreando na emissora com a telenovela Assim na Terra como no Céu, de Dias Gomes.
Em close, dos ombros para cima, sorrindo, homem idoso com cabelos e barbas bem brancos, vestindo uma blusa preta. Ao fundo, parede em madeira escura toda trabalhada.

O ator Francisco Cuoco. Foto: Marcia Alves.

 

 Laerte
Foto colorida mostra Laerte da cintura para cima, vestido e maquiado como mulher, cabelos compridos com rabo de cavalo, batom vermelho, trajando camiseta regata branca, colares e brincos vermelhos, pulseiras prateadas e anéis. Uma das mãos segura um leque branco.

Laerte. Foto: André Giorgi.

Laerte Coutinho, mais conhecida como Laerte, é uma cartunista e chargista, considerada uma das figuras mais importantes e influentes no Brasil. Nascida em São Paulo, em 1951, é autora de diversos HQ’s famosos, como “Piratas do Tietê”. Faz críticas pontuais sobre a vida contemporânea, sempre com um toque de humor. Além de ter diversas obras publicadas e charges em um dos principais jornais da cidade, também escreveu para a “TV Colosso” e para a “TV Pirata”. Em 2012, fundou a Abrat – Associação Brasileira de Transgêneros, inovando e promovendo conversa e debate em torno do tema da transgeneridade.
Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles é uma escritora, romancista e contista paulistana. É a grande representante do movimento pós-moderno no Brasil e membro da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa. O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.

Mulher idosa do peito para cima, cabelos parcialmente brancos, apoia o rosto sobre a mão esquerda.Veste blusa preta e usa um colar com pingente dourado ornado por pedrarias.

Escritora Lygia Fagundes Telles. Foto: Jair Bertolucci.

Maria Esther Bueno
No 1º plano, Maria Esther Bueno vestindo uniforme branco de tenista da época, levanta com as duas mãos, ao lado do rosto, um grande troféu de prata, redondo e todo trabalhado em auto-relevo. Bem atrás, arquibancada lotada de pessoas.

Maria Esther Bueno em Wimbledon, 1964. Foto: Douglas Miller—Hulton Archive/Getty Images

 

 

Nome consagrado no tênis brasileiro, Maria Esther Bueno foi a primeira mulher a ser campeã de duplas nos quatro torneios mais importantes do mundo. Nascida na cidade de São Paulo, começou a praticar tênis ainda muito jovem e ganhou seu primeiro torneio aos 12 anos. Aos 14, era campeã nacional. Conquistou diversos títulos e bateu recordes durante a carreira, e em 2012 recebeu um último reconhecimento: em uma lista de melhores tenistas da história, o Tennis Channel posicionou a paulistana em 38ª. Nenhuma das suas grandes adversárias estava à sua frente.
Maria Lenk
A paulistana é a maior nadadora brasileira de todos os tempos. Foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma Olimpíada, em Los Angeles, em 1932, e também a primeira nascida em nosso país a se tornar recordista mundial na modalidade. Sua vida no esporte começou cedo e de maneira inesperada. Com inúmeros problemas respiratórios, recebeu uma recomendação médica para nadar como forma de tratamento. Com isso, incentivada pelo pai, iniciou seus treinamentos no rio Tietê, ao lado de sua casa. Dedicou toda sua vida à natação e colocou seu nome na história do esporte e da cidade de São Paulo.

Mulher idosa com maiô de nadadora e touca azul, dentro da piscina com água até a cintura, sorri e acena com o braço direito bem no alto.

Maria Lenk nadou até o fim da sua vida, em 2007. Foto: divulgação.

OSGEMEOS

Os gêmeos barbudos aparecem da cintura para cima, vestindo camizetas sujas de tinta e bonés. O da esquerda está com o braço sobre os ombros do outro. Ao fundo, destaca-se uma parede com vários grafites multicoloridos.

Gustavo e Otávio, conhecido como Os Gêmeos. Foto: Jaime Rojo.

 OSGEMEOS (1974, São Paulo, Brasil), Gustavo e Otávio Pandolfo, sempre trabalharam juntos. Quando crianças, nas ruas do tradicional bairro do Cambuci (SP), desenvolveram um modo distinto de brincar e se comunicar através da arte. Exploravam com dedicação e cuidado as diversas técnicas de pintura, desenho e escultura, e tinham as ruas como seu lugar de estudo. Nunca deixaram de fazer grafite, mas, com o passar dos anos, esse universo criado pela dupla, com o qual sonham e se inspiram, ultrapassou as ruas, se transformando numa linguagem própria e em constante evolução, com outras referências e influenciado por novas culturas.Realizaram inúmeras mostras individuais e coletivas em museus e galerias de diversos países, como Cuba, Chile, Estados Unidos, Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Lituânia e Japão.
Pagu
Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu, nasceu em São Paulo em 1910. Escritora, jornalista, tradutora e desenhista foi uma das grandes mulheres do movimento modernista brasileiro, mesmo não participando ativamente da Semana Moderna de 1922. Militante do Partido Comunista, Pagu fazia parte também do movimento antropofágico da época, ao lado do marido Oswald de Andrade. Lutou pelos direitos trabalhistas e escreveu diversos ensaios e livros, alguns sob o pseudônimo de Mara Lobo. Chegou a morar na Liberdade, no Brás, na Aclimação e na Bela Vista, passando seus últimos dias no litoral, na cidade de Santos.
Pintura em preto e branco, retrata Pagu de lado do peito para cima, rosto virado para frente, vestindo um casaco de pele.

Patrícia Rehder Galvão – Pagu

 

Racionais Mc’s

4 jovens negros vestindo roupas escuras. O último, à direita, usa um boné amarelo.

Racionais MC’s.

 No final dos anos 80, surgia o grupo de RAP, Racionais MC’s, formado por Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e DJ KL Jay. Em 1991, teve o lançamento do primeiro álbum, chamado Holocausto Urbano. O grupo se apresentou na Febem e teve participação especial no show de Public Enemy, no Ginásio Ibirapuera. No ano seguinte, participou do projeto RAPensando a Educação criado pela Secretária da Educação para discutir o cotidiano da periferia. Foi com o disco “Sobrevivendo no Inferno” que a banda atingiu seu auge. Engajada em causas sociais, a banda segue denunciando os problemas da periferia. Em 2014, completou 25 anos de existência.
Sérgio Buarque de Holanda
Sérgio Buarque de Holanda foi um historiador, crítico literário, jornalista e professor brasileiro. Autor do clássico “Raízes do Brasil”, nasceu em São Paulo, em 1902. Participou do Movimento Modernista de 1922. Foi colunista e correspondente de diversos jornais, tanto no Brasil quanto no exterior. Escreveu um dos mais importantes livros históricos do país, Raízes do Brasil. Assumiu diversos cargos públicos e ocupou a cadeira de História da Civilização Brasileira, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e foi o primeiro diretor do Instituto de Estudos Brasileiros da USP.

Foi um dos mais importantes intelectuais brasileiros, membro-fundador do Partido dos Trabalhadores e pai do compositor brasileiro Chico Buarque de Holanda. A casa em que morava foi transformada no Museu da Música Brasileira. Escreveu, entre outras obras, Cobra de vidro, Tentativas de mitologia e Caminhos e fronteiras.

Foto em preto e branco. Homem de cabelos escuros, da cintura para cima, usa óculos de aros grossos e veste um terno claro com gravata preta. Olha para baixo em direção a um documento em suas mãos, tendo ambos os braços apoiados sobre uma mesa.

Historiador Sérgio Buarque de Holanda. Foto: Acervo Sérgio Buarque de Holanda.

Titãs
Foto em preto e branco. No 1º plano, da cintura para cima, 4 homens jovens. Atrás e mais acima, mais 4 jovens em pé.

Titãs

Em 1981, o evento “A Idade da Pedra Jovem” recebeu sete jovens no palco: Sérgio Brito, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Dromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto, que juntos formavam a banda Titãs do Iê iê. No ano seguinte, teve a estréia oficial da banda no Sesc Pompéia, que já contava com a integração de Branco Mello e André Jung. Depois de dois anos, Ciro Pessoa saiu do grupo, que tirou o Iê Iê do nome. Em 1984, o grupo lançou seu primeiro álbum “Titãs”. No ano seguinte, lançou um novo disco, já com Charles Gavin como baterista no lugar de André Jung. Mas foi no terceiro disco, em 1986, chamado de “Cabeça Dinossauro”, que a banda atingiu seu auge, ganhando o primeiro disco de ouro. Os Titãs foram os primeiros artistas brasileiros a participar da Noite de Rock do Festival de Jazz de Montreux.
Tomie Ohtake
Artista Plástica de renome, Tomie Ohtake, nasceu no Japão, mas se naturalizou brasileira, ou melhor, paulistana. Com mais de cinquenta anos de carreira, Tomie sempre teve uma relação de amor com a cidade. Morou durante muito tempo na Mooca, mais precisamente na Rua da Paz, onde tinha também seu ateliê. Ganhadora de diversos prêmios e autora de famosas obras e instalações, era considerada a “dama das artes plásticas brasileira”. Os paulistanos podem sempre lembrar da sua relação com São Paulo, visitando o Instituto Tomie Ohtake, inaugurado na cidade em 2001.

Sobre um fundo bem vermelho, a pintora está de lado com o rosto virado para frente. Uma das mãos sob o queixo, apoiando a cabeça.

Tomie Ohtake. Foto: Antonio Milena/ Estadão Conteúdo

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