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Carnaval de São Paulo é reconhecido como patrimônio imaterial

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou, por unanimidade, o registro das práticas carnavalescas do estado de São Paulo como patrimônio imaterial, incluindo os saberes e fazeres ligados às escolas de samba. O comunicado foi divulgado no Diário Oficial de São Paulo, nesta quarta-feira, dia 5 de fevereiro.

O pedido foi feito pela Liga-SP, órgão civil representativo das escolas de samba que desfilam no Sambódromo do Anhembi. Originalmente, a proposta consistia em tornar o Carnaval do Sambódromo um patrimônio imaterial do estado. Na sua decisão, o Condephaat englobou também todas as atividades carnavalescas paulistas no registro.

Mancha Verde 2019. Foto: Jose Cordeiro/SPTuris.

Acadêmicos do Tatuapé 2019. Foto: Jefferson Pancieri/SPTuris.

O Condephaat, órgão subordinado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, foi criado em 1968 com objetivo de pesquisa, identificação, proteção e valorização do patrimônio cultural paulista. O registro imaterial, por sua vez, surgiu apenas em 2011, por meio do decreto 57.439. A partir de então, as manifestações culturais do estado passaram a ser reconhecidas oficialmente, assim podendo ser protegidas e preservadas ao longo do tempo.

Segundo a Liga-SP, esse é o “pontapé inicial” para um projeto que vem sendo idealizado há muito tempo: a construção de um museu para o Carnaval de São Paulo. Além do Carnaval de São Paulo, também são patrimônios imateriais do estado o Samba Paulista e o Virado Paulista.

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