Viva São Paulo

Mooca. Foto: Caio Silveira/SPTuris.

Um dos mais tradicionais bairros de São Paulo, a Mooca é um conhecido reduto de famílias descendentes de italianos. Além de explicar a profusão de tradicionais cantinas e pizzarias – mais de 100! – que fazem a festa dos gulosos, elucida as raízes do famoso sotaque imortalizado em novelas e séries de TV.

Seu nome, no entanto, surgiu da língua de habitantes muito mais antigos: segundo historiadores, o vocábulo é oriundo do Tupi Guarani e possui duas versões, MOO-KA (ares amenos, secos, sadios) e MOO-OCA (fazer casa). A expressão era utilizada pelos índios para denominar os primeiros habitantes brancos, que construíam casas diferentes de suas ocas.

Hoje um bairro predominantemente residencial, as marcas da instalação de grandes indústrias, construídas e mantidas pelos imigrantes, continuam presentes. Por isso a região ainda conta com galpões antigos, alguns deles transformados em espaços de eventos.

Para ter uma ideia de como era a vida no século XIX, visitar a Rua Henrique Dantas é imperativo. Lá ainda permanecem, na ladeira de paralelepípedo, algumas das casas de três cômodos construídas por operários das fábricas locais. Outra testemunha histórica é o conjunto de prédios que abriga o Museu da Imigração.

Hoje, o conjunto neoclássico abriga exposição fixa sobre a história da imigração e outras mostras relacionadas, mas foi a última hospedaria dos imigrantes que trabalhavam nas lavouras de café no final do século XIX. Além disso, na década de 1920, serviu de cárcere para presos políticos – prova da agitação política provocada pela industrialização da região.

Estádio Conde Rodolfo Crespi, mais conhecido como Estádio do Juventus, foi nomeado em homenagem ao empresário que cedeu o terreno para sua construção em 1925.

Nos dias de jogo, o estádio se enche de moradores da região para assistir aos jogos comendo os famosos doces de massa folheada recheados de creme de ricota do “Seu Antônio dos canollis”.

Esses mesmos moradores foram os responsáveis pela manifestação que garantiu a preservação da fachada do antigo Cotonofício Rodolfo Crespi – fundado em 1897 pelo Conde, hoje o edifício se tornou um supermercado.

Um pouco mais atual, o Theatro Arthur de Azevedo foi inaugurado em 02 de Agosto de 1952. Projetado pelo arquiteto Roberto Tibau, tem capacidade para 433 lugares e já foi considerado um dos mais modernos da cidade. O prédio foi reformado, e volta a abrigar o Clube do Choro de São Paulo, promovendo apresentações semanais.
A gastronomia no bairro é um show à parte. Casas com uma década de funcionamento são consideradas novatas neste bairro cheio de tradicionais cantinas italianas. As cantinas San Marco, inagurada em 1975, e Don Carlini, de 1985, oferecem massas, saladas e carnes caprichadas em porções generosas.

As redondas de massa fina da Pizzaria São Pedro são famosas desde 1966. Elas podem ser consumidas na versão tradicional, de oito pedaços, ou em fatias servidas para quem senta no balcão. Misto de rotisserie, restaurante e doceria, a Di Cunto foi inaugurada em 1935 e, desde então, atrai moradores do bairro e de regiões longínquas com suas massas, doces e pratos – feitos para levar ou para degustar lá mesmo.

Serviço: 

Museu da Imigração
End.: Rua Visconde de Parnaíba, 1316.
Tel.: (11) 2692-1866.

Estádio do Juventus
End.: Rua Javari, 117
Tel.: (11) 2292-4833

Cotonofício Rodolfo Crespi
End.: Rua Javari, 403.

Teatro Arthur Azevedo
End.: Av. Paes de Barros, 955.
Tel.: (11) 2605-8007.

Cantina San Marco
End.: Rua Orville Derby, 232.
Tel.: (11) 2292-3193/ 2692-6393.

Don Carlini
End.: Rua Dona Ana Nery, 265.
Tel.: (11) 3208-2024.

Pizzaria São Pedro
End.: Rua Javari, 333.
Tel.: (11) 2291-8771.

Di Cunto
R. Borges de Figueiredo, 61.
Tel.: (11) 2081-7100.

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