
Com o objetivo de apresentar os principais mirantes de São Paulo, abordando a história e características dos edifícios ou parques onde estão situados, identificando ainda atrativos que podem ser vistos de cada um deles, a São Paulo Turismo desenvolveu o roteiro “Mirantes de São Paulo”.
Os arranha-céus de São Paulo guardam muitas vezes uma beleza só vista por aqueles que buscam uma outra perspectiva.
1 - Edifício Altino Arantes
Um dos símbolos de São Paulo, este exemplar art déco (de origem francesa, abreviação de arts décoratifs) foi inaugurado em 1947, na condição de edifício mais alto do mundo fora dos Estados Unidos, com 161 metros de altura, título perdido apenas em 1953. Projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral para ser sede de um banco, segue o formato “bolo de noiva”, em que o prédio apresenta recuos a partir de determinada altura, e é coroado pela bandeira do Estado de São Paulo. Um enorme lustre de 13 metros de altura e 1,5 tonelada enfeita o luxuoso saguão apresenta, além de um mural que retrata a evolução da economia paulista desde seus primórdios.
Do mirante no topo do edifício é possível ter vista panorâmica de 360°. Aberto à visitação do público gratuitamente, dele se avista grandes símbolos da cultura paulistana, como a Catedral da Sé, o Mosteiro de São Bento, o Viaduto Santa Ifigênia e o Catavento Cultural (localizado no antigo Palácio das Indústrias).
Informações importantes:
- Para visitar o mirante, é necessário apresentar um documento com foto.
- Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável.
- O acesso ao mirante ocorre por dois elevadores: o primeiro leva até o 26° andar e o segundoleva até o 32° andar. O trajeto entre os andares 32º e 34º é feito somente por escadas.
- A visita não é recomendada a pessoas que sofram de medo de altura ou de espaços pequenos, labirintite, vertigem, entre outros.
- O mirante comporta no máximo 15 pessoas.
- O agendamento é necessário somente para grupos com mais de 10.
- Não é permitido portar mochilas, tripés de apoio para filmagens, carrinhos de bebê, alimentos e bebidas, sentar ou colocar objetos no parapeito do mirante.
- Por medida de segurança, o acesso ao mirante não é autorizado em dias chuvosos.
R. João Brícola, 24
Telefone: (11) 2196-3730
Horário: 2ª a 6ª feira, exceto feriados, das 10 às 15h.
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Tempo estimado de espera: 01 hora / Duração da visita: 05 minutos.
Entrada gratuita.
2 - Edifício Martinelli
Quando inaugurado, em 1929, era o mais alto edifício do mundo fora dos Estados Unidos, condição perdida apenas em 1936. Inicialmente de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, o projeto previa 12 andares e foi alterado pelo próprio empreendedor da obra, o comendador italiano Giuseppe Martinelli, que tinha a meta de 30 andares e a atingiu ao construir sua mansão no topo do prédio, assim demonstrando aos desconfiados que, apesar de tão alta, a construção era segura. É permitida a visitação pública ao terraço, com necessidade apenas de agendamento prévio. De lá é possível ver a Serra da Cantareira, o Edifício Altino Arantes, o Vale do Anhangabaú, entre outros atrativos da cidade.
Rua Líbero Badaró, 504
Telefone: (11) 3104-2477
Horário: 2ªa 6ª feira: das 9h30 às 11h e das 14h30 às 16h; sábado: até as 13h.
Site: http://www.prediomartinelli.com.br
Entrada gratuita.
3 - Edifício Copan
Símbolo da arquitetura moderna brasileira, seu projeto foi concebido pelo líder do movimento, o arquiteto Oscar Niemeyer, em 1954, na ocasião do IV Centenário de São Paulo.
Encomendado pela Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo, o objetivo principal era ser um grande centro urbanístico, no modelo do Rockfeller Center. No entanto, a obra só foi iniciada em 1957, depois de várias alterações em seu plano original. O fato de São Paulo apresentar um enorme potencial imobiliário e turístico foi um dos principais motivos para o desenvolvimento do projeto, finalizado em 1966, por Carlos Leme.
O prédio tem a maior estrutura de concreto armado do país, com 115 metros de altura, repartidos em 32 andares, e 120 mil m² de área construída. É dividido em seis blocos, com um total de 1.160 apartamentos de dimensões variadas, numa estimativa de 5 mil residentes e mais 70 estabelecimentos comerciais. Os Correios decidiram designar para o condomínio do edifício um CEP especial, 01066-900. Sua arquitetura em forma de “S” está sempre evidente no horizonte de quem passa pelas principais vias da cidade. Alguns dos atrativos vistos da cobertura do Copan: o Edifício Itália, o prédio do antigo Hotel Hilton, a Igreja da Consolação e até mesmo a Marginal Tietê.
Av. Ipiranga, 200 - bloco F - sobreloja
Telefone: (11) 3257-6169
Horário: 2ª a 6ª feira, das 10 às 10h30 e das 15 às 15h30.
Site: www.copansp.com.br
Entrada gratuita.
4 - Edifício Itália
O Edifício Itália, considerado o segundo maior da cidade, foi inaugurado em 1965 na cidade de São Paulo. Com 165 metros de altura, sendo 150 metros a partir do chão, tornou-se um importante ponto turístico da capital. O prédio conta com 19 elevadores, 6 mil m² de vidro e tem capacidade para 10 mil pessoas.
Ele se tornou um marco da cidade não apenas pelo tamanho, mas também por seu famoso e tradicional restaurante, o Terraço Itália. Situado na cobertura do empreendimento, permite vista de 360º da capital.
Distribuídos entre os 46 andares do edifício, encontram-se também um teatro, uma galeria no térreo e o antigo clube Circolo Italiano, que hoje ocupa três andares. Projetado pelo arquiteto Franz Heep, o estabelecimento teve idealização da colônia italiana em São Paulo, cuja sede já se situava no terreno onde fora construído um dos maiores exemplos de arquitetura vertical do País.
Para quem passa pelo cruzamento das avenidas Ipiranga e São Luis, é quase impossível não olhar para o alto e tentar avistar o topo do prédio. Da cobertura do Edifício Itália vê-se, entre outros pontos, o Edifício Copan, a Rua e Igreja da Consolação, o Elevado Costa e Silva e a Avenida Paulista.
Av. Ipiranga, 344 - República - 41º andar
Telefone: (11) 2189-2929
Horário: Diariamente, das 15h à meia-noite,
Site: www.edificioitalia.com.br
Entrada: R$ 30. Gratuita, de 2ª a 6ªf, das 15h às 16h.
5 - Parque Estadual da Cantareira – Núcleo Pedra Grande
Uma das maiores florestas urbanas do mundo, a Serra da Cantareira é reserva da biosfera da cidade segundo a Unesco. Ali, a 10 Km do centro da capital, está o Parque Estadual da Cantareira, com área equivalente a oito mil campos de futebol de Mata Atlântica. O visitante que passar pelo local poderá contemplar a única espécie de pinheiro nativa do Brasil, samambaias gigantes e a mais variada fauna. O parque é dividido em núcleos, sendo que quatro deles são abertos a visitação: Pedra Grande, Engordador, Águas Claras e Cabuçu.
O núcleo da Pedra Grande foi o primeiro a ser aberto ao público e hoje é um dos mais recomendados ao visitante. Sua infraestrutura conta, inclusive, com anfiteatro. Possui cinco trilhas relativamente fáceis de serem percorridas e com seus maiores diferenciais explicitados nos nomes: Trilha Pedra Grande (9,6 Km), da Bica (1,5 Km), do Bugio (500 m) e das Figueiras (1 Km). Animais, principalmente macacos, podem ser vistos durante as caminhadas, além da paisagem exuberante. Outras ótimas atrações são o Lago das Carpas, com playground, e o Mirante da Pedra Grande, com mil metros de altitude, de onde, em dias claros, é possível avistar a Serra do Mar.
Rua do Horto, 1.799
Telefone: (11) 2203-0115
Horário: Sábados, domingos e feriados, das 08h às 15h30.
Entrada: R$ 6; meia-entrada para estudantes, entrada gratuita para maiores de 60 anos e menores de 8 anos.
6 - Parque Estadual do Jaraguá - Pico do Jaraguá
Criado em 1961 e tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco em 1994, o Parque Estadual do Jaraguá, com aproximadamente cinco mil hectares de área, constitui uma das últimas vegetações remanescentes da Mata Atlântica em áreas urbanas da cidade, representando grande importância histórica, recreativa e ambiental.
Conhecido por ser o ponto mais alto da região metropolitana, o Parque Estadual do Jaraguá tem trilhas de 1.135 metros de altitude que levam ao pico e ao mirante, onde a vista privilegiada da cidade e dos arredores já vale o passeio. Ao longo dos caminhos é possível observar, além de lagos e nascentes, animais silvestres em seu habitat natural.
A área tem atividades para adultos e crianças. São churrasqueiras, quadras, playgrounds, albergue, lanchonete, pavilhão e anfiteatro à disposição do visitante. É possível chegar ao Pico do Jaraguá de carro pela estrada turística.
Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539 (acesso pela Rodovida Anhanguera, Km 18)
Tel.: (11) 3941-2162 / 3943-5222
Horário: Diariamente, das 7h às 17h
Entrada gratuita.
7 - Jockey Club
O Jockey Club de São Paulo teve sua primeira corrida em 1876 no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Somente 65 anos mais tarde foi inaugurado o atual Hipódromo da Cidade Jardim, que atualmente aloja cerca de 2 mil animais puro-sangue inglês de corrida - os centros de treinamento espalhados pelo interior do estado acrescentam um contingente de outros mil animais. Conta com quatro pistas, sendo duas utilizadas para corridas oficiais e as demais para treinos. Apresenta espetáculos de corridas durante o dia e à noite conta com serviços de bar e terraço panorâmico, de onde se pode apreciar uma incrível vista da cidade toda iluminada.
O Jockey Club é também palco de eventos como desfiles de moda, feiras, festas e shows, além de fazer parte do circuito de espaços mais badalados da capital paulistana, com bares e restaurantes.
Avenida Lineu de Paula Machado, 1.263
Telefone: (11) 2161-8300
Horário: 2ª feira, sábados e domingos, das 14h às 20h.
Site: www.jockeysp.com.br
Entrada gratuita. Estacionamento pago.
8 - Praça do Pôr do Sol (Praça Coronel Custódio Fernandes)
O nome popular da Praça Coronel Custódio Fernandes já diz tudo. Este é o endereço certo para quem deseja apreciar o pôr do sol na cidade.
Localizada no Alto de Pinheiros, bairro nobre da capital paulista, a visita à Praça do Pôr do Sol garante ao turista uma vista privilegiada de São Paulo. Sua paisagem também encanta moradores e visitantes da região.
9 - Viaduto do Chá
O Viaduto do Chá, primeiro viaduto de São Paulo, foi inaugurado em 1892, e contribuiu para a urbanização do Vale do Anhangabaú, região que até então era apenas uma chácara de propriedade do Barão de Itapetininga, onde os moradores cultivavam e vendiam chá e agrião. A primeira contrução foi feita em estrutura metálica fabricada na Alemanha e derrubada em 1938 para dar lugar ao atual viaduto, estilo Art-Déco, em concreto armado e com o dobro de largura, que possibilitou a passagem de bondes elétricos. O Viaduto do Chá foi fundamental para a expansão do centro de São Paulo para além do antigo Rio Anhangabaú (hoje canalizado) dando origem à área conhecida como Centro Novo.
O Viaduto oferece uma vista para o Vale do Anhangabaú, uma enorme praça que também se caracteriza por reuniões públicas de grande porte. No fundo do vale, é possível avistar o Viaduto Santa Ifigênia.
10 - Viaduto Santa Ifigênia
Construído em estrutura metálica, o Viaduto Santa Ifigênia foi produzido e importado da Bélgica, sendo apenas montado aqui. Em estilo Art-Nouveau, foi inaugurado em 1913 para interligar o Largo São Bento e o Largo Santa Ifigênia. Atualmente serve somente a pedestres.
O grande edifício cinza escuro que se vê do Viaduto é conhecido como Mirante do Vale. Com 170 metros de altura, é o prédio mais alto do Brasil desde que foi concluído em 1966. De arquitetura modernista, foi projetado pelo arquiteto Aron Kogan.
11 - Vão livre do MASP
Fundado em outubro de 1947 por Assis Chateaubriand, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) é fruto de uma aventura de duas pessoas com visão revolucionária para sua época e apoiadas por um grupo de amigos.
Proprietário e fundador dos Diários e Emissoras Associados, juntamente com o professor Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte na Itália recém chegado ao Brasil, Chateubriand criou a coleção mais importante do hemisfério Sul.
Lina Bo, arquiteta modernista italiana e esposa do professor Bardi, concebeu arquitetonicamente o prédio atual do MASP, inaugurado em 1968. O terreno da Avenida Paulista havia sido doado à municipalidade com a condição de que a vista para o centro da cidade, bem como para a Serra da Cantareira, fosse preservada. Assim, ela idealizou um edifício sustentado por quatro pilares, permitindo, assim, aos que passam pelo local descortinar o centro da cidade. Em construção civil é único no mundo com o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 74 metros.
O MASP possui um importante acervo de arte ocidental, contando com obras primas de grandes mestres das escolas italiana, espanhola e francesa, entre eles Rafael, Botticceli, Goya, Renoir, Monet, Cézanne, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
Avenida Paulista, 1.578 (próximo à estação Trianon-MASP do Metrô)Telefone: (11) 3251-5644
Site: www.masp.art.br
Horário: de 3ª feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; 5ª feira das 11h às 20h.
Entrada: R$ 15; meia-entrada para estudantes (com carteirinha); entrada gratuita para menores de 10 anos e maiores de 60 anos, e as 3ª feiras para o público em geral.













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