Cultura Afro

A cultura afro é uma das bases das tradições brasileiras e é muito presente também na vida da cidade de São Paulo. Suas manifestações estão por todos os lados e enriquecem muito a cultura local com seus belos ritmos, crenças e costumes que realçam a diversidade da capital.

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes e a Prefeitura de São Paulo em muito tem investido para valorizar a riqueza dessas tradições.

Assim, em parceria com a Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (CONE), a SPTuris criou este roteiro que visa resgatar a história dos afrodescendentes na cidade por meio do incentivo à visitação de atrativos turísticos com referência a esta vasta e admirável cultura.

Algumas das principais personalidades brasileiras com ascendência africana ou que lutaram ao lado dos afrodescendentes tiveram papel de destaque na biografia paulistana e mudaram para sempre a história da cidade. Conheça algumas delas:

  • Luiz Gama: o advogado dos Escravos. Foi um dos juristas mais respeitados e temidos (pelos escravocratas) do século XIX na província de São Paulo;
  • Tebas: o escravo. Deu origem a expressão "ser tebas". Na Paulicéia, é ser "empreendedor, hábil, capaz de tudo fazer com acerto e perfeição", diz o historiador Affonso A. de Freitas em “Reminiscências Paulistanas”, de 1921;
  • Padre Antônio Aparecido da Silva: patriarca da pastoral afro-brasileira;
  • Padre Batista: como era conhecido o Padre Benedito Batista Laurindo, um dos pioneiros no trabalho da pastoral do menor, no centro da cidade.

 

Sabia mais sobre os principais pontos deste roteiro:

 

1. Academia Paulista de Letras

Reconhecendo os trabalhos literários de Luiz Gama, a Academia Paulista de Letras concede-lhe a honra de ser patrono da 15º cadeira desta respeitável instituição literária. No acervo privilegiado da Academia, encontram-se diversas obras, entre elas “1◦ Trovas Burlescas”, escrito em 1904, único livro publicado por Luiz Gama.

End.: Largo do Arouche, 312 / 324 

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. 

Telefone: (11) 3331-7222 / 3331-7401 / 3331-1562

 

2. Casa Mestre Ananias

A Casa Mestre Ananias foi fundada pelo baiano Ananias Ferreira, um dos precursores da capoeira na cidade de São Paulo. Trata-se de um espaço de convivência e difusão das tradições populares afro-brasileiras por meio da capoeira tradicional e seus ensinamentos e do samba de roda.  Toda terça-feira acontece uma Roda de Capoeira com características diferentes e formada pelas mais diversas origens.

End.: Rua Conselheiro Ramalho, 945 

Horário: Confirmar programação e visitação no site ou pelo telefone. 

Telefone: (11) 3926-0676 

http://mestreananias.blogspot.com

 

3. Cemitério da Consolação

A caminhada do bairro do Brás, onde morou Luiz Gama, até o Cemitério da Consolação nunca foi tão triste e representativa como na tarde de 25 de agosto de 1882, um dia após o abolicionista ser morto. A procissão levava seu caixão, passando-o tanto por mãos negras, quanto brancas; tanto por escravos, quanto por doutores; assim como outros abolicionistas, republicanos, maçons, religiosos, comerciantes, representantes de associações cientificas e literárias, bandas de música e até carruagens.

Luiz Gama encontra-se sepultado no Cemitério da Consolação, na Rua 12, Sepultura17, ao lado de seu único filho, Benedicto Graccho Pinto da Gama.

End.: Rua da Consolação, 1660 (próximo às estações Consolação e Paulista do Metrô). 

Horário: diariamente, das 7h às 18h. 

Telefone: (11) 3256-5919

 

4. Centro de Cultura Afro-Brasileira Asé Ylê do Hozooane

Trata-se de uma instituição que luta pela valorização da cultura afro-brasileira e pela consequente promoção da diversidade cultural, proteção ao meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da população. Promove ações que desenvolvem a autoestima e a afirmação social da comunidade, com atividades voltadas ao desenvolvimento sociocultural de adolescentes e de seus familiares.

End.: Rua Conde de Fontalva, 100 – Parelheiros

Horário: Confirmar programação e visitação no site ou pelo telefone.

Telefone: (11) 5920-8696

http://culturaafroyle.wordpress.com

 

5. Escola de Samba Camisa Verde e Branco

O início da escola Camisa Verde e Branco remonta a 1914, quando foi criado o Grupo Carnavalesco Barra Funda, liderado por Dionísio Barbosa. Nele, os homens saiam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas. No ano de 1953, Inocêncio Tobias criou um movimento para reorganizar o antigo grupo que ficou 17 anos parado, fundando, no dia 4 de setembro do mesmo ano, o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Anos mais tarde, em 1972, tornou-se uma escola de samba.

End.: Rua James Holland, 663 (próximo à estação Barra Funda do Metrô)

Horário: confirmar programação

Telefone: (11) 3392-4982 / 3612-0266

Site: www.camisaverde.net

 

6. Escola de Samba Vai Vai

Quem visita o barracão da escola de samba Vai Vai, no bairro Bixiga, talvez não saiba que os batuques, as danças, as rodas de capoeira e a presença da comunidade negra alegram esta região há quase 300 anos com a chegada dos primeiros negros fugidos das fazendas, formando o Quilombo da Saracura.

End.: Rua São Vicente, 276 – Bela Vista

Horário: é necessário agendamento.

Telefone: (11) 3266-2581

Site: www.vaivai.com.br

 

7. Associação Cultural Cachuera!

Com o objetivo de valorizar a cultura popular tradicional brasileira, a Associação Cachuera! trabalha com comunidades produtoras de arte, buscando registrar, pesquisar e divulgar as variadas formas de expressão artística. Quem visita a sede da associação pode assistir a vídeos com diversas manifestações como Tambor de Crioula, Batuque de Umbigada, Congadas, Jongo ou ainda conhecer melhor as religiões de matriz africana. As visitas devem ser agendadas com 24 horas de antecedência.

End.: Rua Monte Alegre, 1094 - Perdizes

Horário: das 10h às 18h (necessário agendamento).

Telefone: (11) 3872-8113 / 3875-5563

Site: www.cachuera.org.br

 

8. Grupo Cordão de Ouro

Hoje, com inúmeras filiais no Brasil e no exterior, o grupo Cordão de Ouro tem papel de destaque entre todos os grupos de capoeira, não só pelo que representa o Mestre Suassuna para o esporte e para a cultura, mas também pelo esforço empreendido por ele e por seus adeptos para manter vivas as raízes da capoeira.

End.: Rua Jesuíno Pascoal, 44 (próximo à estação Santa Cecília do Metrô)

Telefone: (11) 3223- 5357

Horário: Confirmar programação e visitação no site ou pelo telefone.

Site: www.grupocordaodeouro.com.br

 

9. Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte

Foi nos bancos da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, construída há mais de 200 anos pela Irmandade dos Homens Pardos de Nossa Senhora da Boa Morte, que, pela primeira vez, negros e brancos sentaram-se lado a lado em uma igreja de São Paulo. Esse nome se deve ao hábito de escravos condenados à morte no Largo da Forca (hoje conhecido como Largo da Liberdade) de entrarem na igreja para pedir à Nossa Senhora uma boa morte.

End.: Rua Tabatinguera, 301 (próximo à estação Sé do Metrô)

Horário: diariamente, 24 horas.

Telefone: (11) 3101-6889

 

10. Igreja Nossa Senhora Achiropita

Com o apoio da comunidade negra da região, padre Toninho criou a Pastoral Afro, que busca recuperar as raízes do povo afro-brasileiro, resgatando sua autoestima e dando maior valor à cultura negra. A pastoral realiza diversas atividades como batizados, casamentos, missas e celebrações afros, Festa da Mãe Negra, Semana da Consciência Negra/Missa de Zumbi, além do Jantar Afro.

End.: Rua 13 de Maio, 430 – Bela Vista

Horário: diariamente (confirmar visitação turística pelo telefone).

Telefone: (11) 3106-7235

Site: www.afroachiropita.com.br

 

11 - Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Em 1906, a igreja foi consagrada no Largo do Paissandu e, até hoje, os trabalhos são conduzidos pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que há mais de 300 anos luta pela preservação e resgate da cultura negra e seus direitos. Em 1995, foi instalada ao lado da igreja a estátua da Mãe Preta, uma referência às Amas de Leite. A cada dois meses é realizada uma missa afro na qual são feitas oferendas com milho, batata doce, feijão, pipoca etc., e os cânticos entoados ao som dos atabaques.

End.: Largo do Paissandu, s/n (próximo às estações Anhangabaú e República do Metrô)

Horário: segunda a sexta-feira, das 7h às 19h; sábados e domingos, das 7h às 12h.

Telefone: (11) 3223-3611/ 3331-1983

 

12. Igreja de Santa Cruz das Almas dos Enforcados

A Igreja de Santa Cruz das Almas dos Enforcados foi construída em frente ao Largo da Forca, hoje conhecido como Largo da Liberdade. O local foi escolhido por estar no alto de um morro, o que possibilitava a visão da forca ao longe pela população. O enforcado mais conhecido do local foi o cabo Francisco José das Chagas, o Chaguinhas. No interior da igreja, é possível observar um desenho da antiga catedral da Sé, cuja torre foi erguida pelo escravo Tebas.

End.: Praça da Liberdade, 238 (próxima à estação Liberdade do Metrô)

Horário: segunda a sexta-feira, das 7h às 20h; sábados e domingos, das 7h às 13h45.

Telefone: (11) 3208-7591

 

13. Ilê Alákétu Asé Ibualamo

Fundado em 1987, o Ilê Alákétu Asé Ibualamo é um terreiro de candomblé que tem como patrono o orixá Ibualamo, divindade africana da caça. Situado num espaço de 3 mil m² na região de Santo Amaro, é bastante ligado à comunidade do entorno, mantendo diversas ações sociais que visam a melhoria de vida do povo negro e a edificação da cultura religiosa africana no Brasil.

End.: Rua Savério de Simone, 7

Horário: confirmar visitação pelo telefone.

Telefone: (11) 5526 -3299

Site: www.ileibualamo.com.br

 

14. Largo São Francisco - Faculdade de Direito

Entre os ex-alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco estão figuras ilustres da biografia do Brasil. Entre elas, Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e José Bonifácio, homens que participaram de forma ativa da construção de um dos capítulos mais importantes da nossa história: o fim da escravidão. Luiz Gama, à época, foi impedido de estudar no local por ser negro, mas isso não o impediu de se tornar um dos juristas mais respeitados e temidos pelos escravocratas no século XIX na província de São Paulo. No ano de 2007, a Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP e a Faculdade de Direito homenagearam Luiz Gama, colocando seu retrato na Sala São Leopoldo em reconhecimento à sua contribuição ao povo brasileiro.

End.: Largo de São Francisco, 95 (próximo à estação Sé do Metrô)

Telefone: (11) 3111-4000

Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Site: www.direito.usp.br

Entrada gratuita

 

15. Museu Afro Brasil

Inaugurado em 2004, tem a missão de promover o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural africano e afro-brasileiro, bem como a sua presença na cultura e na sociedade nacional, tendo como eixos a arte, a história e a memória. O acervo abarca diversas facetas desse universo cultural, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a diáspora africana e a escravidão, registrando também a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.

End.: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n (portão 10) – Parque Ibirapuera

Horário: de terça a domingo, das 10h às 17h.

Telefone: (11) 5579-0593

Site: www.museuafrobrasil.org.br

 

16. Centro Cultural do Candomblé

Criado com o objetivo de colaborar com uma melhor compreensão sobre o candomblé, sua doutrina e seus rituais, o Centro Cultural do Candomblé permite ao visitante mergulhar na história do segmento religioso. Pai Toninho de Xangô tem uma atuação ativa na luta pela inclusão e pela valorização da cultura negra em sua comunidade. Mensalmente ocorrem festas abertas ao público.

End.: Rua do Bosque, 246 – Barra Funda

Horário: de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. Sábado, somente com agendamento.

Telefone: (11) 3392-5572

Site: www.paitoninhodexango.com.br

 

17. Axé Ilê Obá

Tombado como patrimônio cultural pelo CONDEPHAAT, o terreiro Axé Ilê Obá (expressão que na língua iorubá significa Casa da Força do Rei) foi fundado em meados da década de 70. Com uma história de luta pela preservação e divulgação dos aspectos históricos e ritualísticos das raízes africanas, o terreiro se tornou um dos maiores templos de candomblé da América Latina. É comandado por Mãe Sylvia de Oxalá.

End.: Rua Azor Silva, 77 - Jabaquara

Horário: de segunda a quinta-feira, das 9h às 13h e das 14h ás 18h. Sábados das 9h às 12h (necessário agendamento).

Telefone: (11) 5588-2437 / 5588-0017

Site: www.axeileoba.com.br

 

18. Samba da Vela

Nascida da necessidade de resgate do autêntico samba de terreiro, a Comunidade Samba da Vela especializou-se em formar e revelar novos autores. As apresentações são feitas tendo como ritual o acendimento de uma vela colocada no centro da roda. Enquanto ela queimar, o samba flui vigoroso. Ao final do ritual dançante, depois que a vela se apaga, é servida uma sopa ao público presente.

End.: Praça Francisco Lopes Ferreira, 434 – Santo Amaro

Horário: toda segunda-feira, a partir das 20h.

Telefone: (11) 5522-8897

Site: www.comunidadesambadavela.com

 

19. Samba da Laje

Reconhecida pela qualidade do samba e também pela deliciosa feijoada preparada por Dona Generosa, líder da roda de samba, tem como prioridade divulgar o melhor do samba com músicos da própria comunidade. A animação vai até o cair da noite, com os músicos se revezando e o público presente se divertindo ao som do mais puro samba de roda.

End.: Rua Jandi, 79 – Vila Santa Catarina

Horário: todo último domingo do mês, a partir das 13h.

Telefone: (11) 5566-0345

 

20. Samba do Monte

Nascido inicialmente como um projeto de inclusão social, a iniciativa de se fazer rodas de samba informais logo progrediu para um projeto próprio, chamado Samba do Monte. A proposta é o resgate dos antigos sambas de raiz, e o fortalecimento da comunidade e da amizade entre as pessoas. Para os que quiserem arriscar, os microfones estão sempre abertos para qualquer pessoa participar.

End.: Av. Tomás de Souza, 552 – Jardim Monte Azul

Horário: todo segundo domingo do mês, das 14h às 20h.

Telefone: (11) 5853 8089

Site: www.sambadomonte.blogspot.com/

 

21. Centro Cultural Africano

Fundado em 1999, o Centro Cultural Africano (CCA) tem como objetivo manter vivas as tradições culturais africanas e afro-descendentes, ajudando no desenvolvimento do patrimônio material, imaterial e oral, além de fortalecer a auto-estima, solidariedade, a ética e o talento. Desde 2009 em sua nova sede na Barra Funda, o CCA abre um espaço de conhecimento e integração entre cultura africana e afro-descendente e a comunidade local, escolas, pesquisadores e visitantes.

End.: Rua Anhanguera, 551 / 553 – Barra Funda

Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; sábados das 9h às 16h.

Telefone: (11) 3392-3246

Site: www.centroculturalafricano.org

 

22. Casa das Áfricas

Tendo como principais atividades a pesquisa e promoção de atividades culturais ligadas ao continente africano, a Casa das Áfricas tem como objetivo ajudar na produção e difusão de conhecimentos a respeito das sociedades africanas, além de um melhor contato entre instituições e pesquisadores que tenham como foco de trabalho a África. Para o público em geral mantém uma exposição permanente, com objetos, artefatos e tecidos tradicionais africanos.

End.: Rua Jaciporã, 88 - Sumaré

Horário: segunda à sexta das 9h às 17h, sábado das 9h às 16h.

Telefone: (11) 3801 1718

Site: www.casadasafricas.org.br/

 

23. Panelafro

Mensalmente o Grupo Espírito de Zumbi organiza um encontro cultural, regado a música, declamação de poemas e degustação de comidas típicas de origem africana. O objetivo é a divulgação e interação da comunidade com os aspectos culturais da matriz negra.

End.: Av. Inácio Dias Silva, s/n – Piraporinha (Casa de Cultura do M Boi Mirim)

Horário: toda última sexta-feira do mês, das 19h ás 2h.

Telefone: (11) 5514-3408 / 8353-2351

Site: http://espiritodezumbi.blogspot.com
 








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